quinta-feira, 7 de maio de 2009

Um pequeno passo para o homem...

Quando eu era pequenino, sempre me perguntavam o que eu desejava ser quando crescesse. A minha resposta era, em geral, astronauta.

Não era à toa. Quando eu tinha quatro anos de idade nós todos vivíamos a euforia da conquista da primeira viagem à lua. Ao invés de imaginar que nós colocaríamos o futuro de nosso planeta em risco sem sequer uma explosão nuclear, adultos e crianças imaginaram um universo povoado de astronautas. Até o "amo" da Jennie era um astronauta...

No dia vinte de julho de 1969 todos nós passamos um longo tempo diante da TV aguardando as imagens do pouso. Eu era pequeno demais para entender exatamente o que se passava (tinha quatro anos), mas o evento notável repercutiu tempo o suficiente para que eu meus sonhos infantis se apropriassem dele. Assim que aprendi a ler decorei as revistas que ilustravam com narrativas detalhadas todas as fases da viagem.

Uns cinco anos depois, ganhei um livro que guardo com carinho, de Von Braun, anterior às missões Apolo, em que descrevia alternativas que consideradas para várias etapas do projeto.

A viagem foi feita por três espaçonaves. A primeira a trabalhar era um enorme foguete de três estágios, com inimagináveis 111 metros de altura quase que totalmente repletos de combustível. Seus poderosos motores foram encarregados de colocar em órbita a espaçonave Apolo 11 que cuidaria do restante da viagem.

Antes porém de partir para a "perna final", a Apolo 11 separou-se do Saturno V e girou em torno de si 180 graus a fim de enganchar com a ponta do nariz o módulo Lunar, no qual dois astronautas pousariam na lua. Feito isso, a Apolo 11 rumou para o satélite.

Uma vez em órbita dois astronautas, Aldrin e Armstrong, passaram da Apolo 11 para o módulo lunar que realizou dramática descida. Pelo que sabemos, os foguetes do Módulo lunar destinados ao pouso quase que esgotaram o combustível durante a procura de um local apropriado para a descida. Esses foguetes de descida, junto com as "pernas" do módulo Lunar, ficaram na lua. A parte de cima, contendo o foguete de decolagem, voltou para o espaço no tempo justo de se acoplar à Apolo 11 que continuava em órbita.

Resgatados os astronautas a Apolo 11 retornou à terra. Todavia apenas o cone superior, o pequeno módulo de sobrevivência amerrissou. Depois de uma dura reentrada na atmosfera, a cápsula espacial abriu seus três gigantescos paraquedas e mergulhou no oceano. Bóias circulares ao redor da base da cápsula inflaram-se para levá-la à superfície, onde helicópteros da marinha resgataram os heróis mundiais.

Eu posso ter me enganado em algo, pois são memórias de quarenta anos atrás. Mas creio que foi próximo disso.

Mesmo que o sonho infantil tenha dado lugar a outros, nunca deixei de me encantar com a majestade do lançamento do foguete Saturno V cuja função era colocar em órbita a nave Apolo 11 e seu irmão gémeo de dois estágios, o Módulo Lunar.

Como a internet encontra-se de tudo, vão alguns vídeos do voo.

Lançamento do Saturno V (30 segundos)



Lançamento em câmara ultra-lenta. Imagens impressionantes.


Lançamento do Saturno V - versão da TV incluindo uma longa contagem regressiva (10 minutos)



Bela montagem de fotos da viagem.


Pouso do módulo lunar


Um pequeno passo para o homem...

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